Primeiro dia.
Nem lembrava mais como é acordar, e não ser acordado… Estava com saudades disto, saudades de quase tudo que não tenho mais, quase tudo que a minha mão não segura, ou que um dia alguém já segurou.
Ah! Aquelas chansons! Meu pai não as suporta, mas são elas quem me acalmam, descreve-las são de maneira impossível, mas o que eu sinto é único, Sigur Rós.

O dia reluz na janela, de cortinas antigas, um tanto empoeiradas, mas que fazem da sala um cinema. O sol lá fora pede uma caminhada, o dia em si me parece um convite, pois esse tempo ameno não é costume, muito menos esta brisa que passa no meu rosto.

Eu sinto, ah como eu sinto, que faltam peças em todos os quebra-cabeças que ilustram esse caminho tão diverso.
A primeira frase da primeira chanson que eu escuto é “Call Louise Louisa” isso é um sinal? Ou um pedido de que esse telefone toque e desperte um passado, que como o nome já me sugere, é passado?

Mas porque essas chansons cismam em me trair? Avalon é mais seguro que aqui. Se for, me tire desta cadeira e me leve para perto de seus olhos. Só para saber o que acontece aí do outro lado.

(…)