A água entre as pedras cercadas de verde foi um convite ao esquecimento. A cada caminho percorrido sob o sol, meus pés eram envolvidos por aquela terra acolhedora. O vento, tão leve e tão cheio de força, levou o outro mundo para uma atmosfera distante.
Eu afundei nesse sonho como alguém que finalmente encontrou um lugar para se pertencer.
Enquanto um som embalava meus ouvidos, eu corria determinada a cair naquele abismo. E eu caía lentamente no sonho. A água gelada cortava o meu corpo, me paralizando e depois me trazendo renovada para o mundo.
A sensação era de ter sido abraçada por tudo aquilo. Um abraço longo e maternal. O meu desejo era ficar naquele lugar pra sempre, ou pelo menos, até conseguir compreender o que eu sentia.
Distanciei-me do mundo de dúvidas e de tristezas. Não havia falsidade e violência. Não havia a dor de uma infância roubada. Existia leveza, liberdade. Reencontro.
E um simples chamado me desprendeu daquilo que me fez sentir tão bem. Foi como ser obrigado a entrar num pesadelo. Só me restaram imagens e lembranças do que eu senti naquele lugar tão próximo e ao mesmo tempo tão longe de nós.
E hoje tudo parece ter sido apenas um sonho perfeito.
(…)
7 Julho, 2008 at 10:44 am
Vcs não vao mais escrever?