Palavras caem sobre mim
Mas nenhuma delas me fala verdades
E a minha única ação a elas
É o desprezo à mentira pobre
Envolta no pano da vergonha
Um egoísmo ao lado da desgraça

E no que dá para acreditar?
No meio de tudo
O vento sempre sopra idéias cinzas para palavras coloridas
E todas vem na minha direção

Se desprendem os sonhos
As canções e a esperança já se foram
A dor é a obra da ação do passado
O presente e a fonte da nossa desilusão
E o que mais poderíamos esperar do futuro?
Palavras fáceis para bocas hábeis

E no que dá para acreditar?
No meio de tudo
O vento sempre sopra idéias cinzas para palavras coloridas
E todas vem na minha direção.

(…)